São pequenas coisas que me deixam de bom humor.
Porque meu MAL humor ainda vai me matar!

the light fades up in a brand new heart
first page of a manuscript
not complete but full of life
a life that struggles on
seems like the drama never ends
a there are still words untold
the easy parts seem so far away
so far away
my own play, my own play
the show has reached the end
the curtains closing down
still alone on this stage
i've played my tragic parts
now i'm just waiting for the end
the end that takes me away
looks like the last page is reached
and the light is fading out
but the show must keep on going
and the show goes on
my own play, my own play
the show has reached the end
the curtains closing down
Cada dia que passa desprezo mais o ser humano...

Composição: Vintersorg
Den birfilande snöstorm vid herkuliska uren
Över iskrönt gränsrygg i ursprungsmakt
Fran bergryggens skulderblad hörs näverluren
De klagande toner i svältande trakt
Med hungerns sorgevagnar som släpande ok
Utmärglade, halögda, med bukar som rämnar
Nybyggaröden insvepta i vinterns dok
Där ovädret skövlar och ruiner efterlämnar
Vävtätt är snöfallet som ger en matt belysning
Kylan förkunnar sin härskarrätt
Nu födan har sinat, allt känns som en feberrysning
Det gnager i själen hos fjällbygdens ätt
Livslagan falnar för omältig nöd
"Ett kungarike, för kött och bröd"
Fran korpboning höres hanskratten
Sa sakteligen närmar sig polarnatten
Och fjällskred avlas vid topparnas fästen
En dundrande härsmakt i rasande färd
Byns undergang, och lavinen är själva offerprästen
Och drivornas fängsel dess altarhärd
Frosttronade de domnar
Till griftlig stillhet de somnar
Composição: Vintersorg
Svältvinter (Tradução)
A tempestade de neve que cai sobre a hercúlea rocha primaria
Sobre o horizonte coroado pela neve em poder original
Da encosta da montanha um corno de bétula é ouvido
Chorando tons pelas regiões famintas
Refrão
Com a entidade da angustia da fome arrastando seu jugo
Macilento, olhos profundos, com abdome repartido
O destino dos colonos levado com o véu do inverno
Onde a tempestade destrói e deixa somente ruínas
Densa e ondulada é a nevasca que dá uma luz pálida
O frio proclama seu direito ao reino
Agora o alimento se foi, tudo parece um calafrio de febre
Corrói a alma na dinastia da montanha
A centelha de vida se esvai pela necessidade insaciável
“Meu reino por carne e pão”
Dos ninhos dos corvos uma risada de desprezo é ouvida
Enquanto o poder polar se aproxima devagar
E avalanches nos porões dos picos
Uma rumorosa armada em uma furiosa jornada
Isso leva devastação as vilas, e a avalanche é um sacerdote do sacrifício
E a prisão de cascalhos é o santuário
Entronados na geada eles perdem suas consciências
Em uma serenidade sepulcral eles vão dormir.


Lembrança de Morrer
Álvares de Azevedo
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poente caminheiro
__ Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh´alma errante,
Onde fogo insensato a consumia;
Só uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe! pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos - e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoidecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios em encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida.
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
__ Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha,
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d´aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Mulheres e árvores

Templo do Amor
Com fogos de dor de um tiro em minha mão
Você corre para se esconder no templo do amor
Você corre para outro mas é sempre o mesmo
Para o vento que soprará meu nome por toda essa terra
No templo de amor vocês se escondem juntos
Acreditando na dor e no medo exterior
Mas algo de vocês percorrem o tempo
E as lágrimas que ele chorou
Choverão pelas paredes com os olhos dos amantes
No templo do amor: Brilha como trovão
No templo do amor: Chora como chuva
No templo do amor: Ouça meu chamado
No templo do amor: Ouça meu nome
E o demônio em roupas pretas observa tudo
Meu anjo da guarda foge
A vida é curta e o amor sempre acaba pela manhã
Vento negro leve-me para longe
Com a morte da luz do sol e a noite sobre mim
Com a arma de um amante e a dor de um tiro por dentro
Você corre para se esconder no templo do amor
Você corre para outro é tudo o mesmo
Para o vento que soprará e atirará suas muralhas para o lado
Com os fogos de artifício estourando sobre mim
Com a arma de um amante e a dor de um tiro
Você corre para se esconder no templo do amor
Eu brilho como trovão e choro como a chuva
E o templo cresce forte
Mas o vento soprará com força, frio e longamente
E o templo do amor ruirá antes que este vento negro
Não mais sopre meu nome para você
No céu negro os relâmpagos impetuosos
Arrastando sobre o chão as águas
Os sons das águas chorando, ofegando não salvará sua fé
Em tijolos e sonhos de concreto
Todas as suas preces deverão se parecer com nada
Noventa e seis abaixo das ondas
Quando a pedra é pó e somente o ar permanecerá
No templo do amor: Brilha como trovão
No templo do amor: Chora como chuva
No templo do amor: Ouça meu chamado
E no templo do amor esta ruindo
(repete verso 7)
O único porto em que você pode confiar
(repete verso 3)
Com os fogos de artifício estourando sobre mim
Com a arma de um amante e a dor de um tiro
(repete verso 6)

Saltos altos de cristal
Cravam-se, atrapalhados,
No meu coração
Dentro do espelho partido
Duas vozes:
A feroz que come o doce.
A feliz que a morte trouxe.
Gargalhada acrílica,
Volume leve do Pessimismo.
Estratégia de Aranha
Recuando, já ninguém a acredita
Também, já ninguém apanha.
A beleza de tudo e todos
À noite.
Camuflados em ridículo bruxedo
Quando bebemos,
Pesados, tremendo,
Todos os licores do Medo.
Ela sai à pressa.
Rasga a couraça.
O bilhete de identidade
A sua nobre raça.
Irmã do Mesmo_
Irmã do Outro.
Cabelo vermelho.
Abóbora elegante e explosiva_
Bomba de pregos certeiros.
Minúsculo e tóxico
Quarto minguante de Lua.
Ratos feiticeiros.
Rouba-me a noite,
Esnconde-a enfim,
Agora que estávamos
Tão próximos do fim.
O mal de viver
Que nunca acaba.
A caça jurada.
O troféu em mim.
Fernando Ribeiro
Escritor e Vocalista do Moonspell


Ismália
Alphonsus de Guimaraens
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

